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domingo, 15 de abril de 2012

Eduardo Araújo

Nome completo: Eduardo Oliveira Araújo
Nascimento: 23 de julho de 1942 (69 anos) Joaíma, MG
Gêneros: Rock and Roll, MPB, Soul, Country, Country Rock
Período em atividade: 1958 - 2008
Afiliações: Jovem Guarda, Tim Maia, Sylvinha Araújo, Carlos Imperial, Dr. Sin

Eduardo Oliveira Araújo é um cantor brasileiro que integrou a Jovem Guarda (embora nunca tenha participado do programa) e estourou com O bom, canção gravada em 1967.
Em 1960, Eduardo se muda para o Rio de Janeiro e passa a se apresentar no programa de televisão "Hoje é Dia de Rock" apresentado por Jair Taumaturgo, no ano seguinte grava um disco de 78 rotações intitulado "Eduardo Araújo". Também participou do "Clube do Rock" apresentado por Carlos Imperial, desapontando com o pouco sucesso, Eduardo volta para Joaíma.

Em 1966, Eduardo, Erasmo Carlos e Carlos Imperial foram acusados de corrupção de menores, após alguns meses sem aparições públicas, Eduardo e os demais são inocentados pelo Juizado de Menores.

Em 1967, após gravar os The Fevers e assinar um contrato com a TV Excelsior, grava dois de seus maiores sucesso, as canções, "O Bom" e "Vem Quente Que Estou Fervendo" (gravada anteriormente por Erasmo).Eduardo assina contrato com a TV Excelsior para apresentar o programa "O Bom" ao lado de Sylvinha (com quem se casaria em 1969).
Em 1968, grava o álbum de Soul Music "A Onda é Boogaloo", álbum produzido por Tim Maia.

Com o fim da Jovem Guarda, Eduardo grava discos influênciado pela psicodelia e o rock progressivo, nessa época recria canções de compositores brasileiros como Chico Buarque, Ary Barroso e Luiz Gonzaga.
Após ficar 5 anos sem se dedicar a carreira musical, Eduardo compõe uma canção em homenagem ao cavalo Mangalarga Marchador e grava um disco com influências da música country e do country rock. Nos anos 90, segue com o estilo da década anterior, apresenta dois programas de televisão "Pena na estrada" (exibido pelo SBT) e "Brasil Rural" (exibido pela TV Bandeirantes).


Eduardo Araujo - O Bom - (1966)

Para assistir no youtube, clique aqui

O Bom
Eduardo Araújo

Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Meu carro é vermelho
Não uso espelho pra me pentear
Botinha sem meia
E só na areia eu sei trabalhar
Cabelo na testa, sou o dono da festa
Pertenço aos Dez Mais
Se você quiser experimentar
Sei que vai gostar
Meu carro é vermelho
Não uso espelho pra me pentear
Botinha sem meia
E só na areia eu sei trabalhar
Cabelo na testa, sou o dono da festa
Pertenço aos Dez Mais
Se você quiser experimentar
Sei que vai gostar
Quando eu apareço o comentário é geral
- Ele é o bom, é o bom demais
Ter muitas garotas para mim é normal
Eu sou o bom, entre os Dez Mais
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Meu carro é vermelho
Não uso espelho pra me pentear
Botinha sem meia
E só na areia eu sei trabalhar
Cabelo na testa, sou o dono da festa
Pertenço aos Dez Mais
Se você quiser experimentar
Sei que vai gostar
Quando eu apareço o comentário é geral
- Ele é o bom, é o bom demais
Ter muitas garotas para mim é normal
Eu sou o bom, entre os Dez Mais
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom
Ele é o bom, é o bom, é o bom



Eduardo Araújo - Maringá - (1964)

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Maringá
Eduardo Araújo

Foi numa leva que a cabocla Maringá
Ficou sendo a retirante que mais dava o que falar
E junto dela veio alguém que suplicou
Pra que nunca se esquecesse de um caboclo que ficou

Maringá, Maringá
Depois que tu partiste
Tudo aqui ficou tão triste
Que eu garrei a imaginar
Maringá, Maringá
Para haver felicidade
É preciso que a saudade
Vá bater noutro lugar
Maringá, Maringá
Volta aqui pro meu sertão
Pra de novo o coração
De um caboclo assossegar



Eduardo Araújo - Chuá-Chuá, De papo pro ar, Maringá - (1966)

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Chuá-Chuá
Eduardo Araújo

Deixa a cidade, formosa morena
Linda pequena
E volta ao sertão
Beber a água da fonte que canta
E se levanta do meio do chão.
Se tu nasceste, cabocla cheirosa
Cheirando à rosa
Do peito da terra
Volta pra vida serena da roça
Daquela palhoça
No alto da serra
E a fonte a cantar, chuá, chuá,
e as "água" a correr, chuê, chuê,
parece que alguém que, cheio de mágoas,
deixasse, quem há de dizer, a saudade,
no meio das águas, rolando também.
A lua branca de luz prateada
faz a jornada no meio do céu
como se fosse uma sombra altaneira
da cachoeira, fazendo escarcéu..
Quando essa luz, lá na altura distante,
doira ofegante, no poente, a cair,
dá-me esta trova que o pinho descerra,
que eu volto prá serra,
que eu quero partir !

De papo pro ar
Eduardo Araújo

Não quero outra vida pescando no rio de Gereré
Tem um peixe bom tem siri patola
De dá com o pé
Eu não quero outra vida pescando no rio de Gereré
Tem um peixe bom tem siri patola
De dá com o pé
Quando no terreiro faz noite de luar
E vem a saudade me atormentar
Eu me vingo dela tocando viola de papo pro ar
Se ganho na feira feijão, rapadura,
Pra que trabalhar
Eu gosto do rancho O homem não deve
Se amofinar
Se ganho na feira feijão, rapadura,
Pra que trabalhar
Eu gosto do rancho o homem não deve
Se amofinar
Quando no terreiro faz noite de luar
E vem a saudade me atormentá
Eu me vingo dela tocando viola de papo pro ar
Não quero outra vida pescando no rio de Gereré
Tem um peixe bom tem siri patola
De dá com o pé
Eu não quero outra vida pescando no rio de Gereré
Tem um peixe bom tem siri patola
De dá com o pé
Quando no terreiro faz noite de luar
E vem a saudade me atormentá
Eu me vingo dela tocando viola de papo pro ar

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